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Mostrando postagens de outubro, 2025

2/4 Jonas - Quando o Arrependimento Vem do Fundo

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“Então Jonas, do ventre do peixe, orou ao Senhor, seu Deus, e disse: Na minha angústia clamei ao Senhor, e Ele me respondeu; do ventre do abismo gritei, e Tu ouviste a minha voz.” (Jonas 2:1-2) Às vezes, Deus nos permite descer até o fundo, não para nos destruir, mas para nos despertar. Jonas, que havia fugido da presença do Senhor, agora está preso nas entranhas de um grande peixe. Não há para onde correr, não há ninguém a quem recorrer. Só resta clamar. E é exatamente aí que a transformação começa. Do fundo do mar, Jonas aprende o que talvez nunca tivesse aprendido em terra firme: que a obediência é fruto da dependência. Quem tenta viver longe da vontade de Deus acaba descobrindo que a fuga não traz liberdade, traz aprisionamento. O ventre do peixe foi, ao mesmo tempo, o castigo e o abrigo. Foi disciplina, mas também misericórdia. Deus não permitiu que Jonas morresse no mar; preparou um lugar onde ele pudesse refletir, orar e recomeçar. Na oração de Jonas, não há justificativas, apen...

1/4 Jonas - Fugindo da Vontade de Deus

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“Veio a palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até à minha presença. Mas Jonas se levantou para fugir da presença do Senhor, para Társis.” (Jonas 1: 1-3) Há momentos em que Deus fala conosco de forma tão clara que não restam dúvidas sobre o que Ele quer. Com Jonas foi assim. O chamado era direto, o destino estava definido, e a missão, bem explicada. Mas, mesmo diante da clareza divina, Jonas fugiu. Por quê? Porque a vontade de Deus nem sempre é confortável. Às vezes, ela nos leva a lugares e pessoas que preferiríamos evitar. Nínive era inimiga de Israel, um símbolo de tudo o que Jonas desprezava. E o que Deus pede? Que ele vá justamente até lá, anunciar arrependimento e perdão. Jonas não fugiu apenas da missão. Ele fugiu do coração de Deus. E isso ainda acontece conosco. Quando escolhemos o caminho da teimosia, da indiferença ou do preconceito espiritual, estamos, como Jonas, comprand...

Quando o Céu se Cala

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"Os meus olhos estão ofuscados de tanta tristeza. A ti, Senhor, clamo dia após dia; a ti ergo as minhas mãos."   (Salmos 88:9) Há salmos que terminam com vitória, e há salmos que terminam com silêncio. O Salmo 88 é um desses. Não há virada, não há “todavia”, não há “contudo” que alivie a dor. O salmo simplesmente termina na angústia, e talvez seja exatamente isso que o torna tão verdadeiro. Hemã, seu autor, era um homem sábio, profeta, músico e levita. Servia a Deus com fidelidade, liderando louvor no templo, acompanhado por seus filhos e filhas. Ainda assim, ele escreveu um dos cânticos mais sombrios das Escrituras. Isso nos mostra que a dor e a fé podem habitar o mesmo coração. Há quem veja nesse salmo uma voz messiânica, e faz todo sentido. Assim como Cristo, Hemã sente o abandono de Deus, o peso da morte e o silêncio do céu. O salmo não precisa de um “final feliz”, porque aponta para Aquele que enfrentaria as trevas sem resposta, para que nós tivéssemos esperança. Mas há ...

9/9 Série: "Refúgio Secreto"

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O Que Fazer Quando o Mal Parece Vencer? “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.”  (Romanos 12:21) Poucas coisas abalam tanto a fé quanto ver o mal prosperar. A injustiça parece triunfar, o inocente sofre, o perverso se exalta, e tudo em nós clama: “Senhor, onde estás?” Corrie ten Boom viveu isso. Ela viu o mal tomar as ruas, invadir os lares, corromper corações e destruir vidas. Parecia que Deus estava em silêncio. Mas, nas sombras do sofrimento, Corrie aprendeu algo que mudou tudo: o mal pode vencer por um tempo, mas nunca por fim. Há momentos em que Deus permite que a dor se prolongue para revelar Sua glória no tempo certo. O mal vence quando desistimos de crer, mas perde força quando permanecemos firmes no amor e na esperança. Foi essa certeza que manteve Corrie de pé: ela sabia que o amor de Cristo é uma vitória que o inferno não pode reverter. Mesmo quando as circunstâncias parecem trágicas, Deus continua soberano. E ainda que tudo ao redor pareça desabar, há ...

8/9 Série: "Refúgio Secreto"

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Amar os Inimigos “Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam, bendizei os que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam.” (Lucas 6:27-28) Amar os amigos é natural. Amar os irmãos em Cristo é precioso. Mas amar os inimigos… é sobrenatural. Durante a guerra, Corrie ten Boom viu a maldade humana atingir níveis inimagináveis. A dor, a injustiça e a perda poderiam ter transformado seu coração em pedra. Porém, em vez disso, Deus fez florescer dentro dela um amor que não vinha deste mundo. Corrie aprendeu que amar os inimigos não é aprovar o mal, mas escolher não se tornar igual a ele. O amor é a única força que quebra o ciclo da vingança. E foi exatamente isso que Jesus fez na cruz: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” Esse amor desarma o ódio, silencia a vingança e cura feridas profundas, não porque o outro mudou, mas porque nós fomos transformados. Na vida cristã, amar o inimigo é o maior testemunho do Reino de Deus. É mostrar que a luz é mais forte que as trevas,...

7/9 Série: "Refúgio Secreto"

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Enfrentar a Morte “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque Tu estás comigo; o Teu bordão e o Teu cajado me consolam.” (Salmo 23:4) Poucos temas assustam tanto o coração humano quanto a morte. Ela representa o limite do que conhecemos, o ponto em que todo controle humano se dissolve. Mas, para quem vive em Cristo, a morte não é o fim, é o começo da verdadeira vida. Durante os dias sombrios da prisão, Corrie ten Boom viu pessoas queridas partirem, entre elas sua irmã Betsie, cujo rosto, mesmo no sofrimento, refletia paz. Betsie dizia: “Não há poço tão profundo que o amor de Deus não seja mais profundo ainda.” Essas palavras transformaram a dor em esperança, o medo em certeza de reencontro. A fé não nega a morte, mas a encara de frente, sabendo que Jesus já passou por ela, e venceu. Na cruz, Cristo destruiu o poder do sepulcro e abriu as portas da eternidade para todos os que creem. Assim, o cristão não teme a morte, porque a vida eterna já começou de...

6/9 Série: "Refúgio Secreto"

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Lidar com Pessoas Difíceis “Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós.” (Colossenses 3:13) Viver entre pessoas é uma bênção e, ao mesmo tempo, um desafio. No lar dos Ten Boom, antes mesmo da guerra, já havia personalidades diferentes: Betsie era doce e conciliadora; Corrie, prática e decidida; o pai, terno e paciente; e outros familiares, mais impetuosos. Ainda assim, todos conviviam em harmonia, porque a graça de Deus moldava o coração daquela casa. Quando os tempos difíceis chegaram, prisões, traições, humilhações, Corrie descobriu o verdadeiro sentido do amor cristão. Ela teve de lidar com guardas cruéis, companheiras de cela rudes e pessoas que, sob o medo, revelavam o pior de si. Mas, mesmo diante disso, ela aprendeu algo transformador: Deus não nos chama para vencer as pessoas, mas para vencermos o mal que habita em nós diante delas. A maturidade espiritual não ...

5/9 Série: Refúgio Secreto

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Como Deus Usa a Fraqueza “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.” 2ª Coríntios 12:9 A força de Deus raramente se manifesta nos lugares onde o homem se sente forte. Ela brilha, ao contrário, nos vales da dor, nas limitações e nas quedas; ali onde a autoconfiança morre e a dependência de Deus nasce. Corrie ten Boom experimentou isso inúmeras vezes. Ela mesma confessou que não era corajosa, nem naturalmente forte. Quando foi presa, seu coração tremia; quando perdeu a irmã Betsie, sentiu-se vazia; e quando saiu livre, carregava marcas invisíveis. Mas foi justamente nessas fraquezas que Deus construiu um testemunho imbatível. Corrie descobriu que a força de Deus não substitui a fraqueza humana, ela a transforma. A mulher que um dia se sentiu frágil demais para resistir ao mal, tornou-se mensageira da esperança para milhares. O campo de concentração, lugar de dor, se converteu em púlpito de fé. Deus não rejeita corações quebrados; Ele os usa como vasos onde Sua...

4/9 Série: Refúgio Secreto

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O Exercício do Perdão “Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem.  Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós.” Colossenses 3:13 Entre todas as virtudes cristãs, o perdão talvez seja a que mais confronta o nosso orgulho. É fácil falar sobre perdão até o dia em que somos feridos de verdade. Corrie ten Boom sabia o que era ser ferida. Ela perdeu o lar, os pais e a irmã em meio à brutalidade da guerra. Anos depois de sobreviver ao campo de concentração, já como pregadora do Evangelho, foi surpreendida ao encontrar, numa reunião na Alemanha, um dos antigos guardas do campo. Ele estendeu a mão e disse: “Fräulein Ten Boom, como é bom saber que Deus perdoa nossos pecados!” Naquele instante, Corrie ficou paralisada. O passado veio à tona como uma enxurrada. Ela orou em silêncio: “Senhor Jesus, eu não consigo perdoá-lo. Mas Tu podes, através de mim.” E quando estendeu a mão, sentiu uma corrente de amor percorrer seu...

3/9 Série: Refúgio Secreto

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Segurança em Meio à Insegurança “O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo?  O Senhor é a fortaleza da minha vida; a quem temerei?” Salmos 27:1 Quando a Alemanha nazista invadiu a Holanda, as ruas de Haarlem, antes cheias de sons de bicicletas e risadas, se encheram de botas e fuzis. A sensação de segurança desapareceu da noite para o dia. Entretanto, dentro da casa estreita da família Ten Boom, um outro tipo de segurança começou a crescer: a segurança da alma que confia em Deus. Corrie e sua família passaram a abrigar judeus perseguidos, mesmo sabendo que isso poderia custar-lhes a própria vida. Eles viviam sob constante vigilância, mas com um coração cheio de paz. Essa é a diferença entre o mundo e o Reino: o mundo busca segurança em portas trancadas, cofres e leis; o Reino encontra segurança em um Deus que nunca é vencido. A verdadeira segurança não está na ausência de perigo, mas na presença do Senhor. Quando o medo nos cerca, o Espírito Santo nos lembra que...

2/9 Série: Refúgio Secreto

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Contentar-se com Menos “Aprendi a estar contente em toda e qualquer situação. Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em todo lugar e em todas as situações, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito ou passando necessidade.” Filipenses 4:11–12 Quando a guerra chegou à Holanda, Corrie ten Boom e sua família, acostumados à rotina tranquila da relojoaria, começaram a enfrentar racionamentos, privações e, mais tarde, a total escassez. Aquelas pessoas, que viviam para servir, tiveram de aprender algo novo: como ser gratos mesmo quando quase nada restava. O apóstolo Paulo, escrevendo da prisão, usou uma expressão forte: “aprendi o segredo de estar contente”. Contentamento é um aprendizado espiritual - não nasce da abundância, mas da confiança. Corrie descobriu esse segredo entre as cercas de arame farpado, nas longas filas de pão duro e sopa rala. Lá, sem conforto e sem certeza do amanhã, ela via a irmã Betsie agradecer por pequenas...

1/9 Série: Refúgio Secreto

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Suportar a Separação “Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” Romanos 8:38–39 Entre as muitas dores humanas, poucas são tão dilacerantes quanto a separação. A distância de quem amamos, a perda de um lar, ou até mesmo o vazio deixado por tempos que não voltam mais. Tudo isso fere a alma. Corrie ten Boom entendeu essa dor profundamente. Quando a Segunda Guerra se aproximou da Holanda, sua família, antes unida em torno da relojoaria, foi desfeita pelas circunstâncias da perseguição. Mas foi nesse cenário que Corrie descobriu uma verdade que o apóstolo Paulo já proclamara séculos antes: nenhuma separação humana é capaz de afastar-nos do amor divino. Deus não apenas suporta as distâncias conosco, Ele as preenche com Sua presença. Quando Corrie foi levada a um campo de conc...

Vinde a Mim os Pequeninos

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“Jesus, porém, disse: Deixai vir a mim os pequeninos, e não os impeçais, porque dos tais é o Reino dos céus.” Mateus 19:14 Poucos momentos no ministério de Jesus revelam tanta ternura quanto este. Os discípulos, tomados por uma visão pragmática do Reino, pensaram que as crianças “atrapalhavam” a agenda do Mestre. Mas Jesus, com aquele olhar que via além das aparências, interrompeu tudo e abriu espaço para os pequenos. Ele não apenas permitiu a aproximação das crianças; Ele as chamou, as acolheu e as tomou nos braços. E foi além: declarou que o Reino dos céus pertence a quem é como elas, puro, dependente, confiante, simples. Enquanto o mundo exalta a força, a razão e o poder, Jesus aponta para a humildade, a fé e o coração sincero de uma criança. É como se dissesse: “vocês querem compreender o Reino? Olhem para elas! A fé delas é descomplicada. O amor delas é inteiro. A confiança delas é total.” Ser como uma criança diante de Deus é reconhecer que não controlamos tudo, que precisamos se...

O Preço de um Escravo. O Valor do Salvador

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“E pesaram por meu salário trinta moedas de prata. E o Senhor me disse: Lança isso ao oleiro, esse belo preço com que me avaliaram.” Zacarias 11:12-13 “Então um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os principais sacerdotes e disse: Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E eles lhe pesaram trinta moedas de prata.” Mateus 26:14-15 Trinta moedas de prata. Esse foi o preço pelo qual o Filho de Deus foi traído. A quantia exata que a Lei estabelecia como compensação pela morte de um escravo. O Salvador do mundo, avaliado pelo preço de um servo. O Criador, vendido como uma mercadoria barata. O Santo, entregue pelos homens que diziam representar a santidade. E o mais doloroso é perceber que, passados mais de dois mil anos, a história ainda se repete. Muitos continuam trocando Jesus - o Tesouro Celestial - por ninharias terrenas: um prazer momentâneo, um vício disfarçado de liberdade, um relacionamento fora da vontade de Deus, uma ambição passageira. O problema não está no valor ...

Laodicéia: A Igreja Morna

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“ Ao anjo da igreja em Laodicéia escreva: “Eis o que diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o soberano da criação de Deus.  Conheço as suas obras, que você não é frio nem quente. Gostaria que fosse frio ou quente! Assim, porque é morno, nem frio nem quente, estou prestes a vomitar você da minha boca. Apocalipse 3:14-16 Jesus se apresenta a Laodicéia como “o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus.” Ele fala com autoridade, porque conhece a verdade e não se deixa enganar pelas aparências. Laodicéia era rica, próspera e autossuficiente - mas espiritualmente pobre, cega e nua. A tragédia dessa igreja não era o pecado escancarado, mas a indiferença espiritual. Não era fria o bastante para perceber sua necessidade, nem quente o bastante para arder pelo Senhor.  “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente!” (Ap 3:15) O problema da mornidão é que ela anestesia a alma. A pessoa ainda fala de Deus, mas já não se ...

Filadélfia: A Igreja do Amor Fraternal

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“Guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome.” ( Apocalipse 3:8) A cidade de Filadélfia era conhecida como “a porta para o Oriente”. Pequena, mas estrategicamente localizada, servia de passagem para muitos povos, o que tornava sua igreja um ponto de luz em meio às trevas. Jesus não faz nenhuma repreensão a Filadélfia. Ele vê sua fraqueza, mas também sua fidelidade: “Tens pouca força, entretanto guardaste a minha palavra.” (Ap 3:8) A igreja de Filadélfia talvez não tivesse grande influência, mas possuía grande coração. Era uma comunidade marcada por amor, perseverança e fidelidade, mesmo quando as circunstâncias eram adversas. Enquanto outras igrejas tinham poder e perderam a pureza, Filadélfia manteve-se pura mesmo sem poder. Cristo lhe faz uma promessa extraordinária: “Eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, que ninguém pode fechar.” (Ap 3:8) Essa “porta aberta” simboliza oportunidades espirituais e missões que o próprio Deus concede. Não depende da força humana, mas...

Sardes: A Igreja Morta!

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“Conheço as tuas obras; tens nome de que vives, e estás morto.” ( Apocalipse 3:1) A igreja de Sardes vivia de reputação, não de realidade. Era conhecida como uma igreja viva, influente, respeitada, mas, aos olhos de Cristo, estava morta espiritualmente. As pessoas viam movimento, mas Jesus via vazio. Havia nome, mas não havia presença. Sardes representa a igreja da aparência. Ela sabia falar de Jesus, cantar sobre Jesus, trabalhar para Jesus, mas havia deixado de viver em comunhão com Jesus. Era uma igreja ativa, porém sem avivamento; bonita por fora, mas fria por dentro. Jesus não começa elogiando Sardes. Ele vai direto ao ponto: “Conheço as tuas obras.” O Senhor conhece o que ninguém vê: as intenções, o cansaço disfarçado, a rotina sem vida. Mas ainda há esperança! Cristo diz: “Sê vigilante, e consolida o resto que estava para morrer.” (Ap 3:2) Ele não fala a mortos, fala a quem ainda pode despertar. Deus sempre deixa uma centelha, um resto de vida, um coração disposto a recomeçar. S...

Tiatira: A Igreja Que Tolera o Pecado

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“Tenho, porém, contra ti o tolerares que essa mulher, Jezabel, que a si mesma se declara profetisa, não somente ensine, mas ainda seduza os meus servos...” Apocalipse 2:20 A cidade de Tiatira era pequena, mas cheia de comércio e de influência através das corporações de ofício, associações de trabalho que misturavam negócios com cultos idólatras. Ser cristão ali exigia coragem, pois recusar-se a participar dessas práticas significava perder sustento e status. Jesus reconhece as virtudes da igreja: “Conheço as tuas obras, o teu amor, a tua fé, o teu serviço e a tua perseverança.” (Ap 2:19) Tiatira tinha boas obras, mas havia deixado entrar algo perigoso: a influência de Jezabel, símbolo da falsa profecia, da sedução espiritual, e da corrupção moral. Essa figura, que se dizia profetisa, ensinava que era possível servir a Deus e, ao mesmo tempo, participar dos banquetes idólatras. O problema não era apenas o pecado, mas a tolerância ao pecado. Jesus, com olhar penetrante, diz: “Tenho contr...

Pérgamo: A Igreja que se Corrompeu

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“Tenho, todavia, contra ti algumas coisas: tens aí os que sustentam a doutrina de Balaão..." Apocalipse 2:14 A cidade de Pérgamo era o centro político e religioso da Ásia Menor. Ali se erguia o majestoso “trono de Satanás”, um altar dedicado a Zeus, símbolo do culto pagão e da idolatria institucionalizada. Ser cristão em Pérgamo era caminhar na contramão da cultura, viver sob constante pressão para ceder, adaptar-se e calar-se. Jesus começa Sua carta com palavras de apreço: “Sei onde habitas, onde está o trono de Satanás; e conservas o meu nome.” (Ap 2:13) Mesmo cercados por trevas, alguns permaneciam firmes. Porém, algo preocupante acontecia dentro da igreja: a contaminação doutrinária. Alguns começaram a seguir a “doutrina de Balaão”, que misturava fé com práticas pagãs, e a “doutrina dos nicolaítas”, que defendia uma liberdade sem santidade. Pérgamo representa a igreja que tenta agradar a Deus e ao mundo ao mesmo tempo. É a fé que se torna tolerante com o erro, a devoção que ac...

Esmirna: Fiel Até à Morte

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“Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” ( Apocalipse 2:10) Esmirna era uma igreja pobre aos olhos do mundo, mas rica diante de Deus. Vivendo sob perseguição, seus membros eram humilhados, presos, e alguns até mortos por causa da fé. Mesmo assim, Jesus não os repreende. Ao contrário, Ele os consola e os encoraja: “Conheço a tua tribulação e a tua pobreza, mas tu és rico.” (Ap 2:9) Essa é a igreja que não tinha recursos, mas tinha poder; que não possuía templos luxuosos, mas possuía um coração fiel. Enquanto Éfeso perdeu o amor, Esmirna manteve o amor em meio à dor. Jesus não prometeu livrá-los do sofrimento, mas lhes garantiu algo maior: a coroa da vida. Ele não disse “sê vitorioso”, mas “sê fiel”. A fidelidade, aos olhos do Senhor, vale mais que o sucesso terreno. Há momentos em que a fé custa caro. Custou a vida de Policarpo, o bispo de Esmirna, discípulo do apóstolo João, que preferiu morrer queimado a negar o nome de Jesus. Quando o ameaçaram, ele respondeu: “Há oitenta ...

Éfeso: Perdendo o Primeiro Amor

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“Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor.” ( Apocalipse 2:4) A igreja de Éfeso era admirável. Trabalhadora, perseverante, cuidadosa com a doutrina. Se fosse hoje, seria uma igreja cheia de ministérios, com membros ativos e pregadores firmes na Palavra. Mas Jesus, que vê além das aparências, revela uma ferida profunda: eles haviam perdido o primeiro amor. O que é perder o primeiro amor? É continuar servindo, mas sem paixão. É cantar, mas sem quebrantamento. É pregar, mas sem lágrimas. É trabalhar para Deus, mas sem comunhão com Ele. O perigo de Éfeso é o perigo de muitos corações: a substituição da devoção pela rotina. Jesus não os rejeitou. Ele os advertiu com amor. Ele disse: “Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras.” (Ap 2:5) Três verbos que restauram a alma: Lembrar  - de onde caímos, quando o amor esfriou. Arrepender-se - reconhecer o distanciamento. Voltar - recomeçar a caminhar com o coração em chamas. Jesus nã...

O Reino Tomado pela Força

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“Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos céus é tomado à força, e os que se esforçam se apoderam dele.” (Mateus 11:12) Há uma diferença entre crer e acomodar-se. Muitos, ao entenderem que a salvação é pela graça, passam a viver como se o evangelho fosse um convite à inércia. “Já estou salvo”, pensam, “agora basta frequentar a igreja até o fim.” Mas o evangelho nunca foi uma escada rolante. Ele é uma corrida, um combate, uma batalha espiritual diária. Jesus afirmou que o Reino dos céus é “tomado à força”. Não é uma força de violência física, mas de decisão espiritual. Trata-se da firme disposição do coração que não aceita viver um cristianismo superficial, que busca a Deus mesmo em meio à luta, que ora quando o corpo pede descanso, que perdoa quando o coração quer vingança, que avança mesmo quando tudo diz para parar. “A graça não nos dispensa do esforço; ela nos capacita a lutar com esperança.” (John Stott) O apóstolo Paulo também entendia essa dinâmica. Ele disse: “Combat...

O Poder Da Gratidão

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"Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios." (Salmo 103:2) Há dias em que a alma parece silenciosa diante das bênçãos de Deus. O coração se acostuma com a bondade divina e o olhar se perde nas preocupações. É por isso que Davi começa este salmo falando com a própria alma: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome.” (v.1) Davi sabia que a gratidão é um exercício espiritual. Ela não nasce do acaso, mas da lembrança, da memória ativa do que Deus já fez. Ele continua dizendo: “Não te esqueças de nenhum dos seus benefícios.” (v.2) A ingratidão começa quando esquecemos. Quando o dom se torna rotina e o milagre de hoje é esquecido amanhã. Mas a gratidão reacende a fé, reacende o amor, reacende o sentido da adoração. O salmista então começa a enumerar: Ele perdoa, sara, redime, coroa e enche de bens. Cada verbo é uma lembrança viva da ação contínua de Deus em nossa história. Deus não apenas fez. Ele faz. ...