4/4 Jonas - O Coração de Deus e o Coração do Profeta
Jonas havia pregado.
A cidade inteira se arrependera.
Deus, em Sua infinita misericórdia, suspendeu o juízo.
E, em vez de se alegrar, o profeta ficou bravo.
O coração de Jonas, mesmo restaurado da fuga, ainda não compreendia o amor ilimitado de Deus.
Ele queria justiça. Mas do seu jeito.
Desejava a salvação para si e para os seus, mas não para os inimigos.
E o Senhor, com paciência, prepara uma lição viva.
Faz nascer uma planta que dá sombra a Jonas, e ele se alegra.
Mas logo a planta seca, e o profeta volta a se irritar.
Então Deus pergunta:
“Tens compaixão da planta... e não hei de Eu ter compaixão de Nínive, dessa grande cidade, em que há mais de cento e vinte mil pessoas que não sabem discernir entre a mão direita e a esquerda?” (v.10-11)
Com essa pergunta, o livro termina, sem resposta.
Porque a resposta não vem de Jonas… vem de nós.
O Senhor quer nos ensinar que a compaixão é a marca do coração que conhece verdadeiramente a Deus.
O mesmo Deus que nos perdoa quando erramos é Aquele que estende perdão aos outros, mesmo àqueles que, aos nossos olhos, “não merecem”.
Jonas queria um Deus que o favorecesse.
Mas o Deus da Bíblia é aquele que ama o mundo inteiro (João 3:16).
Talvez hoje o Senhor esteja lhe mostrando alguém difícil de amar, ou uma situação em que o perdão parece impossível.
Lembre-se: a sombra da planta é passageira, mas a misericórdia de Deus é eterna.
E é ela que deve reger o nosso coração.
Oração
Senhor, ensina-me a amar como Tu amas.
Livra-me da dureza que me faz desejar justiça para os outros e misericórdia apenas para mim.
Dá-me um coração compassivo, que se alegra com a salvação dos perdidos.
Que eu veja as pessoas como Tu as vês, não como inimigos, mas como almas que precisam da Tua graça.
Em nome de Jesus, amém.

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