Vencidos, Mas Não Derrotados

 

Foi-lhe dado poder para guerrear contra os santos e vencê-los. Foi-lhe dada autoridade sobre toda tribo, povo, língua e nação. Todos os habitantes da terra adorarão a besta: aqueles que não tiveram seus nomes escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a criação do mundo.

Apocalipse 13:7–8


João nos revela uma cena que, à primeira vista, parece contraditória: a besta recebe autoridade para lutar contra os santos e vencê-los. Muitos são perseguidos, oprimidos e até mortos. Ainda assim, o texto afirma que nem todos adoram a besta. Apenas aqueles cujos nomes não estão escritos no Livro da Vida do Cordeiro.

Aqui está o segredo da verdadeira vitória cristã:

Os santos podem ser vencidos externamente, mas jamais derrotados eternamente.

A besta vence no corpo, mas não na fé.

O dragão fere, mas não separa.

O mundo mata, mas não pode apagar nomes escritos pelo próprio Deus.

Jesus foi claro: “Ninguém poderá arrebatá-los da minha mão” (João 10:28).

Nem demônios, nem potestades, nem perseguição, nem morte.

A Grande Tribulação, seja ela entendida como futura ou como realidade contínua da Igreja, não é o fim da esperança, mas o palco da fidelidade. Muitos cairão pela espada, mas permanecerão de pé diante do trono.

Aos olhos da terra, derrota. Aos olhos do céu, testemunho.

Apocalipse nos ensina que vencer não é escapar da morte, mas permanecer fiel até o fim.

Por isso podemos afirmar com convicção:

Ainda que vencidos, não somos derrotados.

Ainda que mortos, vivemos.

Ainda que perseguidos, pertencemos ao Cordeiro.

E diante dessa verdade eterna, só nos resta uma confissão:

DIGNO É O CORDEIRO.


Oração

Senhor Jesus, fortalece-nos para sermos fiéis em qualquer circunstância.

Que nossa esperança não esteja na preservação da vida terrena, mas na certeza de pertencermos a Ti.

Guarda-nos em Tuas mãos, hoje e sempre.

Amém.

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